Bola na Trave Pernambuco

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terça-feira, 30 de agosto de 2011

O fim de uma Era no futebol

Do Jornal do Commercio 
A morte de Carlos Alberto Oliveira, aos 69 anos, de infarto, ontem, pôs fim a uma era no esporte do Estado. De personalidade forte, sempre dividiu opiniões nos 16 anos em que esteve presidindo a Federação Pernambucana de Futebol (FPF), sendo o segundo maior mandato da entidade, atrás de Rubem Moreira que chefiou a casa por 27 anos. Para uns, Carlos Alberto teve o mérito de defender com pulso firme o futebol local e promover a interiorização. Para outros, era truculento, autoritário e centralizador. Com seu falecimento, assume o vice, Evandro Carvalho. Tido como mais conciliador, tem a missão de manter as conquistas do antecessor, mas modernizando a FPF.

A Federação Pernambucana de Futebol (FPF) pouco mudará com a perda de Carlos Alberto Oliveira, que a presidiu de forma centralizadora e autoritária por 16 anos, mas que também lutou como poucos pelo futebol estadual enquanto esteve à frente da entidade. Apesar de ter um estilo bem diferente, com um tom conciliador diante de assuntos difíceis, seu sucessor, o advogado Evandro Carvalho, 55 anos, guarda as mesmas opiniões sobre os rumos que devem ser dados ao futebol de Pernambuco. O então vice-executivo comandará a FPF até 2015, tempo que restaria a seu antecessor.

Quem conviveu com Carlos Alberto e Evandro nos bastidores da FPF garante que são dois estilos completamente diferentes para conduzir pontos polêmicos e lidar com críticas, mas quase idênticos em como conduzir os rumos do futebol pernambucano. "Evandro só será mais diplomático, mas não promoverá profundas mudanças. As diretrizes da gestão serão as mesmas. Eles mostravam ter pensamentos muito parecidos", opinou José Joaquim, que trabalhou com ambos nos nove anos em que foi vice-presidente executivo da FPF.

Evandro chegou à FPF levado pelo próprio Carlos Alberto em 1995, ano em que se elegeu presidente pela primeira vez. O advogado não saiu mais do quadro de funcionários de alto escalão da entidade, tendo papel importante em decisões sobre os rumos do futebol pernambucano. "Evandro sempre era ouvido em assuntos mais importantes. Ele conhece a fundo a FPF e sabe das principais necessidades do futebol estadual. Por isso, acredito em seu sucesso", disse o advogado Joaquim Barreto, vice-presidente técnico da FPF entre 2004 e 2009.

Por isso, o processo de interiorização do futebol no Estado deve continuar, assim como a briga pela manutenção do programa do governo do Estado Todos com a Nota, importante para a saúde financeira da maioria dos clubes. Para os dirigentes, o principal desafio de Evandro Carvalho será exercer uma liderança forte, assim como fez Carlos Alberto ao longo de seu comando.

"A primeira missão de Evandro será assumir a posição de líder. Esse seria o desafio de qualquer um que substituísse Carlos Alberto. Não será fácil, mas acredito que ele está preparado", disse o presidente do Náutico, Berillo Júnior. "Evandro está pronto para a função. Tem experiência com os assuntos da FPF e inteligência emocional. Acho que vai fazer uma boa gestão", completou o mandatário do Sport, Gustavo Dubeux.




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