Bola na Trave Pernambuco

COPA DE 2014

sábado, 20 de agosto de 2011

Alvirrubro, milionário e na Arena da Copa


Super Esportes 
"Será um prazer muito grande receber a torcida do Náutico." Com esta declaração, o presidente do consórcio Arena Pernambuco, Marcos Lessa, praticamente selou o acordo para a nova "casa" do Timbu, estipulando até a estreia do Alvirrubro no estádio, no segundo semestre de 2013. A empolgação deixa claro que a negociação para que o Timbu mande os seus jogos no futuro estádio da Copa do Mundo de 2014 está na reta final. "Para mim, fechado é assinado, mas estamos bem avançados no processo, com objetivos e entendimentos comuns. Faltam poucos pontos", salientou o gestor do complexo que vem sendo erguido em São Lourenço da Mata. Após receber uma contraproposta do Náutico, a Odebrecht, líder do consórcio, parece ter chegado a um acordo com o clube. O contrato deve ser assinado ainda neste ano. Depois, a empresa retomará a conversa com Santa Cruz e Sport.

Apesar dos valores não terem sido revelados, o Náutico deverá receber um aporte inicial, no ato da assinatura, de cerca de R$ 15 milhões, com parte deste montante sendo direcionada imediatamente para obras no centro de treinamento na Guabiraba. Além disso, o clube não teria custo algum para jogar no estádio nas próximas três décadas e dividiria a arrecadação de bilheteria com o consórcio. Agora, a articulação, com duas comissões acompanhando todos os trâmites, engloba justamente os detalhes periféricos do acordo.

Sob o contrato, o Náutico deverá atuar não só as 20 partidas por ano previstas inicialmente como todos os seus jogos como mandante, uma vez que o acordo será paralelo à negociação de toda a sede nos Aflitos, que irá demolir o estádio alvirrubro. Embora o presidente Berillo Júnior tenha dito que a transação do patrimônio timbu, com 41 mil metros quadrados, possa chegar a R$ 100 milhões, o Superesportes ouviu de especialistas no mercado imobiliário no Grande Recife que o valor poderá ser exatamente o dobro, no aquecido mercado da cidade.

À reportagem, o vice-presidente do clube, Paulo Wanderley, confirmou que o valor deve ser mesmo bem superior ao divulgado anteriormento. "Nada está sendo feito aleatoriamente. Temos pessoas em uma comissão trabalhando exatamente nisso. Posso dizer que é bem mais que R$ 100 milhões, mas depende das propostas que estamos aguardando. Não temos uma estimativa exata. O mercado é que tem que nos propor", disse.

No início do mês, o comando executivo do clube expôs a proposta ao Conselho Deliberativo, com a entrega de uma carta-consulta às construtoras. No projeto, os dirigentes alvirrubros rechaçaram a possibilidade de vender o terreno dos Aflitos ou até mesmo arrendar. A transação deverá ser em uma permuta, cabendo ao Náutico um percentual do faturamento de cada imóvel, residencial ou comercial. "Não há venda alguma nessa sondagem. Não faríamos isso. Será uma troca de área, por melhorias no CT ou em algo mais que possa trazer tranquilidade para o clube, com uma renda vitalícia", completou Wanderley, consciente da valorização do terreno ocupado pelo clube desde 1939.

Resumindo as últimas 48 horas do Náutico, é possível dizer que o clube está diante de dois caminhos milionários, ambos a favor e que podem ser traçados de forma paralela. Se hoje o clube joga em um campo acanhado e vive com salários atrasados, dentro de três anos a mesma agremiação deverá estar em uma arena multiuso e com o cofre cheio.

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