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Das arquibancadas da Gávea, ainda como atleta juvenil do Flamengo, Marlon acompanhava os treinos dos profissionais em busca de inspiração. Aproveitava as horas vagas para obter aprendizado. Em 2001, encontrou um exemplo para fixar a admiração: Gamarra. A classe e a lealdade do ex-capitão do Paraguai, detentor do feito raro de sair de uma Copa do Mundo sem cometer falta (a de 1998, onde disputou quatro jogos), despertaram a atenção do hoje xerife do Náutico. E o estilo disciplinado do paraguaio acompanhou o jovem zagueiro. Marlon contribui (e muito!) para o Timbu ser o segundo time menos faltoso da Série B.
O futebol de zagueiros "broncos" passa longe dos Aflitos. "Não concordo com o pensamento do qual zagueiro precisa ser violento. Chegar firme não significa dar porrada. Dá para roubar a bola sem falta, sem machucar o adversário", afirmou Marlon, antes de citar o exemplo do passado. "Eu vi muitos treinos da dupla Gamarra e Juan (ex-Seleção Brasileira). São dois grandes espelhos. Tiveram êxito sem apelar para o excesso de faltas", avaliou.
Em faltas cometidas, até o início da 19ª rodada da Série B, o Náutico só perde para o Americana - o time pernambucano cometeu 305, contra 272 da equipe paulista. O time mais faltoso é o Sport, com 398. Quanto à eficiência defensiva, Marlon efetuou 108 desarmes. Do Timbu, é quem mais participou de partidas como titular e mais tempo ficou em campo.
Em 17 confrontos, só recebeu dois cartões amarelos - um, por falta, outro por desviar a bola com a mão, respectivamente contra Vila Nova e ASA. Um dado se assemelha mais ao "selo Gamarra de disciplina". Em seis duelos (540 minutos mais acréscimos), o zagueiro ficou zerado. Ou seja, não cometeu falta alguma.
ExpulsõesAos 24 anos, cinco como profissional, e com passagens em seis clubes, Marlon só foi expulso em duas ocasiões. Ambas quando vestia a camisa do Flamengo: em 2006, frente ao Santa Cruz (no Arruda, com vitória tricolor por 3 a 0), e em 2007, diante do Barueri. "Nessa primeira eu cometi duas faltas e recebi dois amarelos. Na segunda, um amarelo por falta, outro por reclamação", relembrou.
As punições serviram de lição. Ao migrar para Ipatinga, Thrasyvoulos (Grécia) e Duque de Caxias, nenhum cartão vermelho. "É meu estilo e minha filosofia. Em qualquer lugar", concluiu.
SAIBA MAIS
A disciplina de Marlon
17 jogos
0 cartão vermelho
2 cartões amarelos
25 faltas cometidas
11 faltas sofridas
6 jogos sem cometer falta
108 desarmes
1.591 minutos em campo
A disciplina do Náutico
50
cartões amarelos (13º lugar)
5
cartões vermelhos (4º lugar)
305
faltas cometidas (19º lugar)
Fonte: Departamento de Fisiologia e Estatística do Náutico (Cléber Queiroga) e Portal Terra (www.terra.com.br)

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