Bola na Trave Pernambuco

COPA DE 2014

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Bahia é goleado em São Paulo

FUTEBOLNORDESTE


Além do tabu de 15 anos do clube sem vencer o Bahia, Adilson Batista ainda perdeu Luiz Eduardo por lesão e só tinha Rhodolfo como zagueiro em campo. Mas um pênalti cobrado por Rogério Ceni, o seu centésimo gol nas contas da Fifa, fez todos os problemas serem solucionados. O técnico venceu a primeira no Morumbi como técnico do São Paulo com um 3 a 0 sobre o Bahia nesta quinta-feira.
A noite estava tão complicada que até o volante Rodrigo Caio, improvisado na defesa, teve que atuar no sacrifício. Porém, Rogério Ceni, aos 29 minutos do primeiro tempo, converteu pênalti que ele causou ao bater falta que atingiu a mão de Titi - o 102º gol dele na carreira. Aos 45, Dagoberto fez um golaço e, aos cinco da etapa final, Lucas fechou o marcador.
Piris foi expulso e o São Paulo ficou mais de 40 minutos com um a menos, mas nada atrapalhou a conquista de três pontos. O Tricolor paulista termina a 14ª rodada do Brasileiro em terceiro lugar, com 28, três pontos abaixo do Corinthians. Já o Bahia estaciona nos 15 pontos, perto da zona de rebaixamento.
O Tricolor paulista volta a campo no próximo domingo para enfrentar o Avaí, às 18h30 (de Brasília) na Ressacada, em Florianópolis. No mesmo dia e horário, a equipe de três cores de Salvador receberá o Atlético-GO no estádio de Pituaçu.
O jogo - O São Paulo que se destacou neste século por sua força defensiva teve que entrar em campo com só um zagueiro nesta quinta-feira por conta da contusão de Luiz Eduardo. A improvisação do volante Rodrigo Caio, de 17 anos, ao lado de Rhodolfo era o símbolo de uma confusão que se mostrou em campo no início da partida.
A transição de Rivaldo de armador para centroavante ficou impossível porque o volante Fabinho, ex-Corinthians, Santos e Cruzeiro, marcava o veterano individualmente. Se a bola não passava da intermediária ofensiva são-paulina sem alguém para iniciar a troca de passes, o Bahia tratou de levá-la para a defesa dos mandantes.
Com inversões de jogo e rápidos passes, os visitantes chegaram a colocar o Tricolor paulista com seus 11 jogadores no campo de defesa. Tudo pareceu piorar quando Rodrigo Caio sentiu dores no joelho esquerdo e teve que deixar o campo duas vezes para ser atendido. Rogério Ceni foi até Adilson Batista para perguntar o que fazer, mas o garoto continuou no sacrifício.
Sem conseguir encaixar nenhum estilo dominante, já que só uma troca de passes tinha dado certo em lançamento de Lucas para Piris cruzar e Dagoberto levar perigo, o time mandante passou a desistir de chegar até a área adversária. Arriscando de longe com Dagoberto e Lucas, os anfitriões empurraram os nordestinos para o seu campo.
O diferencial para a vitória, entretanto, estava em seu gol. Aos 28 minutos, Juan ignorou as vaias da torcida e iniciou com um chapéu uma arrancada que virou falta perto da meia-lua. Rogério Ceni foi cobrar e a bola ficou na mão do zagueiro Titi, que estava na barreira. Penalti que o capitão são-paulino cobrou com categoria, no ângulo esquerdo, para marcar o seu centésimo gol nas contas da Fifa - o 102º da carreira do ídolo.
Balançar as redes era o que os paulistas precisavam. Para segurar a correria baiana, os comandados de Adilson Batista até abusaram da posse da bola, chegando a ficar um minuto trocando passes até uma finalização perigosa de Dagoberto. Os visitantes só conseguiram assustar quando pediram pênalti por bola que bateu na mão de Rodrigo Caio.
A válvula de escape de René Simões era Jobson, que até conseguiu uma sequência de dribles que virou falta perigosa no bico da grande área são-paulina. Mas seus colegas bateram mal e quem se aproveitou foi Dagoberto, que venceu dividida no campo de defesa com Ávine e arrancou até a meia-lua para fazer um golaço, encobrindo Marcelo Lomba aos 45 minutos do primeiro tempo.
Disposto a pontuar no Morumbi, o Bahia voltou com o veterano meia Ricardinho, que conseguiu segurar a bola no ataque do time e comandar uma pequena pressão dos visitantes. Mas tudo foi perdido quando o próprio Ricardinho recuou para Titi e o zagueiro vacilou, sendo desarmado por Lucas, que caminhou livre até a área apenas com a preocupação de bater na hora certa no canto direito de Marcelo Lomba para fazer 3 a 0 aos cinco minutos.
Mesmo sem dominar, o São Paulo soube se aproveitar da tranquilidade que o gol de Rogério Ceni deu. O Bahia podia sonhar somente quando a bola chegava a Jobson, e o atacante até conseguiu ajudar causando a expulsão de Piris aos dez minutos do segundo tempo, por falta que valeu o seu segundo cartão amarelo na partida.
As arrancadas do polêmico camisa 11 do Tricolor de Salvador, entretanto, eram insuficientes para uma surpresa no Morumbi. Com um a menos, Wellington improvisado na lateral direita e o também deslocado Rodrigo Caio com dores, o São Paulo teve maturidade o suficiente para deixar os baianos se desesperarem.
Para confirmar sua atuação decisiva, Rogério Ceni ainda fez excelente defesa em cabeçada de Lulinha e evitou um frango em chute de Jobson. Com a confiança que passou ao time quando cobrou o pênalti que abriu o placar no primeiro tempo. A primeira vitória do clube no Morumbi com Adilson Batista estava garantida.
FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 3 X 0 BAHIA

Local: estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 4 de agosto de 2011, quinta-feira
Horário: 21 horas
Público: 11.262 pagantes
Renda: R$ 253.847,00
Árbitro: Marcio Chagas da Silva (RS)
Assistentes: Marcelo Bertanha Barison e Jose Chaves Franco Filho (ambos do RS)
Cartões amarelos: Paulo Miranda, Fahel, Marcos e Lulinha (Bahia)
Cartão vermelho: Piris (São Paulo)

Gols: 
SÃO PAULO: Rogério Ceni (pênalti), aos 29, e Dagoberto, aos 45 minutos do primeiro tempo; Lucas, aos cinco minutos do segundo tempo

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Piris, Rodrigo Caio, Rhodolfo e Juan; Denilson, Carlinhos Paraíba (Cícero), Wellington e Rivaldo (Ilsinho); Lucas e Dagoberto (Fernandinho)
Técnico: Adilson Batista

BAHIA: Marcelo Lomba; Marcos, Titi, Paulo Miranda e Ávine (Gabriel); Fahel, Fabinho, Diones (Ricardinho) e Lulinha; Jobson e Reinaldo (Junior)
Técnico: René Simões

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