Bola na Trave Pernambuco

COPA DE 2014

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sábado, 22 de outubro de 2011

Nome de Felipão é comentado no Morumbi


O São Paulo mantém em sigilo os nomes de treinadores que trabalha nos bastidores para substituir o demitido Adilson Batista. Apesar do mistério, Felipão é um dos prediletos de boa parte dos dirigentes e conta com a simpatia do presidente Juvenal Juvêncio, responsável por bater o martelo.
Complica uma negociação o fato de ele ter vínculo com o rival Palmeiras até o fim do ano que vem. Para sua contratação, apesar de o comandante já ter sido sondado pela cúpula, teria que rescindir o contrato vigente ou ser demitido.
A diretoria tricolor mantém o discurso de que pretende anunciar um nome até a semana que vem. Não para o jogo contra o Libertad, no Paraguai, pela Copa Sul-Americana, mas para enfrentar o Vasco, em São Januário, pelo Brasileirão. No entanto, não descarta a possibilidade de postergar o anúncio. Ainda mais se o interino Milton Cruz, que fez o time voltar a vencer depois de seis partidas, conseguir bons resultados em sequência.
Com mais tempo, o Sampa esperaria por uma possível queda de alguns dos seus alvos. Além de Felipão, Paulo Autuori, atualmente na seleção do Qatar, também agrada. Ney Franco, na Seleção Olímpica, é outro nome visto com potencial.
O São Paulo quer um treinador experiente, com títulos, que saiba trabalhar com garotos e chegue para “chacoalhar” o elenco, termo utilizado pelos dirigentes. Felipão, que nos últimos anos não conseguiu bons resultados (veja mais na próxima página), se encaixa em algumas exigências. O treinador não é unanimidade, mas é visto como boa opção. Isso porque, a cúpula não quer mais errar, como foi com Carpegiani e Adilson.
– Risco nós sempre vamos correr. O treinador pode ir bem em um clube e depois não fazer um bom trabalho no outro. Varia o estilo de jogadores, se vai se adaptar ou não, de fatores extra-campo – afirmou o diretor Adalberto Baptista.
O dirigente, em contato com Juvenal e o vice de futebol João Paulo de Jesus Lopes, busca consenso para definir o treinador e analisa as possibilidades. A cúpula está ciente das dificuldades, mas crê que pode encontrar o perfil desejado.


Para contratar Felipão

Positivo
Felipão se encaixa no perfil de treinador que o São Paulo busca. Tem experiência, títulos na carreira e é exigente. Além disso, chegaria com moral e respeito perante aos jogadores e torcida, que reconhecem a qualidade do comandante. O Tricolor quer voltar a vencer a Libertadores, competição que o treinador já conquistou duas vezes (Grêmio e Palmeiras).

Negativo
No Palmeiras, pouco trabalhou com a base, o que no São Paulo seria obrigado a fazer. Felipão também poderia sofrer perante a torcida graças à identificação com o Palmeiras. Com vínculo no rival, com quem tem boa relação de diretorias, o Sampa teria de esperar uma rescisão ou a demissão para contratá-lo. A falta de títulos poderia pesar.


LANCE! 

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Rogério Ceni relembra a carreira do São Paulo e completa 1000 jogos nesta quarta


GLOBO.COM
Um sujeito consagrado, uma máquina de conquistar títulos e alcançar recordes. Chamado de “mito” pela torcida, Rogério Ceni completará, nesta quarta-feira, 21 anos de um dos mais bem sucedidos casamentos da história do futebol brasileiro. E quis o destino que, para que a data ficasse ainda mais especial, ele chegasse à incrível marca de 1.000 jogos pelo São Paulo, algo impensável naquele 7 de setembro de 1990, quando, com 17 anos e vindo de Sinop (MT), apareceu no CT da Barra Funda para realizar um teste no Tricolor.
Para se ter uma ideia do que representa o feito, somente dois jogadores na história do futebol brasileiro atingiram tal marca: Pelé (1.114 partidas pelo Santos) e Roberto Dinamite (1.065 pelo Vasco). Mas o que realmente impressiona nesse paranaense de Pato Branco (PR) não são apenas as conquistas. E sim a maneira como ainda encara a carreira. Profissional ao extremo, é sempre o primeiro a chegar no campo e o último a sair do CT. Capitão há 757 jogos, ainda encontra palavras para mexer com o grupo na hora da preleção, como fez na partida de sábado, contra o Figueirense. E mesmo prestes a completar o seu milésimo jogo, é capaz de dizer:
- Para mim, não tem festa na quarta-feira. Vou entrar em campo para trabalhar. Afinal, é um jogo que pode nos dar a liderança do Campeonato Brasileiro.
Esse é Rogério Ceni, que, em entrevista exclusiva ao GLOBOESPORTE.COM, faz um balanço de sua carreira, lembra das vitórias, das frustrações e confessa um sonho totalmente utópico:
- Eu gostaria que o São Paulo fosse meu.
É o amor pelo clube que o faz pensar se vale a pena encerrar a carreira no fim do ano que vem, quando termina seu contrato. Ceni diz que, em um ano, vai decidir se abandonará mesmo os gramados em dezembro de 2012. Se isso acontecer, ele já tem o script perfeito: com mais um título da Taça Libertadores da América.
entrevista são paulo rogério ceni (Foto: Agência Estado)Rogério Ceni durante a entrevista exclusiva concedida ao GLOBOESPORTE.COM (Foto: Agência Estado)
GLOBOESPORTE.COM – Após 21 anos e 999 partidas, como você consegue manter tamanha motivação para seguir se destacando nos gramados?Rogério Ceni - A motivação vem de fazer o que eu gosto onde gosto. Escolhi ser atleta porque é o que adoro fazer. Sou apaixonado por jogar futebol no São Paulo. Tenho que ser feliz. Mesmo passando por dificuldades, sou um cara realizado. Até hoje, tenho intacto dentro de mim o desejo de treinar e de jogar. Sinto aquela angústia de saber se vamos vencer para assumir a liderança do Campeonato Brasileiro.
Você é capitão do São Paulo há 757 partidas. Mesmo assim, ainda é capaz de mexer com os companheiros. Muitos disseram que a preleção antes da partida contra o Figueirense foi fundamental para a vitória.Precisava ganhar o último jogo. Precisamos ganhar todos, mas após o jogo contra o Fluminense, precisávamos dar um motivo para o torcedor ir ao estádio na quarta-feira. Nosso time estava desfalcado, não tinha nem banco completo. Tive que achar palavras diferentes, até porque haviam meninos da base. Me emocionei na hora de falar, tentei achar algo que era importante, que tocasse os caras que estivessem lá e foi o que aconteceu. Acho um absurdo o jogador entrar em campo e não dar o seu máximo. Correr, batalhar, dividir, cabecear deveria ser praxe em todos os jogos para todos os jogadores.
O milésimo jogo representa a minha vida. Tenho 38 anos, dos quais 21 vividos dentro do São Paulo. Nesse tempo, melhorei como ser humano, tive um aprendizado muito grande
Rogério Ceni
O que representa o milésimo jogo?Em números é redondo, bonito. Quatro dígitos é difícil, rapaz. Representa a minha vida. Tenho 38 anos, 21 vividos aqui, ou seja, quase 60% da minha vida foi no São Paulo. Foi uma carreira, uma escolha de vida. Perdi muito da minha vida por escolher ser jogador, mas ganhei muito. O reconhecimento do meu trabalho, o carinho do torcedor, o respeito daquele que gosta de futebol. Foi uma troca de situações. Aprendi a ser uma pessoa melhor, aprendi a entender melhor as pessoas. Antes queria que tudo fosse feito do meu jeito, discutia com repórter. Hoje, entendo que cada um é de um jeito e você tem de tirar o melhor daquela pessoa, mas do jeito que ela é. Melhorei como gente, como ser humano e isso só veio com a experiência. Tive muitas lições e um aprendizado muito grande.
Mas sem dúvida é algo especial, tanto que o São Paulo está preparando uma festa, antecipou o jogo, fez promoção de ingressos. Tudo para marcar a data.Jogo festivo é para quem vai ao estádio. É legal, vi que terá faixa, bandeira. A minha felicidade vem da presença do torcedor. Para mim, é um jogo, vou trabalhar e não fazer festa. Eu preciso ganhar. Se isso acontecer, aí vou estar relaxado e curtir aqueles momentos pós-jogo. Há tempos que não levamos 50 mil pessoas ao Morumbi. Espero que isso possa acontecer na quarta, não pela minha marca, mas pela importância da partida. A química que isso provoca não tem preço. Você pode usar mil palavras que nunca vai conseguir motivar igual a ver o Morumbi lotado.
A preleção do jogo de quarta será diferente?Nunca preparo. Sinto o momento, as palavras surgem a cada programa que assisto, documentário que vejo, livro que leio. Procuro pegar coisas de grandes ídolos, caras como Jordan, Senna, frases ou momentos de superação de tanta gente boa. Daí que você vai encontrando coisas boas para falar em determinadas situações. No dia a dia, tento mostrar isso aos mais jovens para eles entenderem o que é o São Paulo.
Tem alguma lição que você guarda até hoje?Quando cheguei ao São Paulo, morava no alojamento que ficava no portão 4. E o lanche da noite era no portão 1. Para quem não tem ideia, tinha de atravessar meio estádio no escuro total. Na época, até brincavam dizendo que alguns operários haviam morrido e que os espíritos moravam lá. Quando chegava no lanche, tinha café com leite, que eu não tomava, e pão murcho com margarina. Não fui só eu que vivi, era a situação na época. Ou comia aquilo ou ficava com fome. Aí vim para o CT e, após o primeiro teste, disseram que eu podia jantar. Tinha filé mignon, era bom demais.  Estava acostumado a treinar em campo de terra e via no CT o Telê catando as pragas do gramado. Quando concentrei pela primeira vez, meu quarto tinha ar condicionado. Falei: daqui não saio mais, não vou voltar para trás. Por ter passado essas dificuldades no início talvez eu dê tanto valor a isso até hoje. No mundo atual, é tudo diferente, tem o CT de Cotia. Os mais jovens não vão entender essas dificuldades. Acho bom até porque o mundo mudou. Mas também seria bom que eles dessem valor ao que eu e muitos demos na época.
mundial interclubes  são paulo rogério ceni (Foto: Reuters)Ceni elege a decisão do mundial de 2005 como um dos melhores jogos da sua carreira (Foto: Reuters)
Nesses 999 jogos, você consegue eleger o mais especial? Ou os mais especiais?Existem aqueles jogos que não levaram a nada, no meio de campeonatos. E existem aqueles que ficam guardados para sempre. A final do Mundial de 2005 é especial para o torcedor por ver seu time campeão mundial após tanto tempo. Me lembro do  jogo contra o Cruzeiro em 2006, quando defendi um pênalti e fiz dois gols - arrancamos dali para o título. Em 2008, teve o jogo do tricampeonato brasileiro contra o Goiás, na cidade do Gama. Naquele campeonato, tiramos 11 pontos de desvantagem para o Grêmio. A final da Copa Conmebol contra o Peñarol em 1994 foi minha primeira conquista. Teve o gol na final do Paulista contra o Santos (em 2000). Você vai pensando e buscando coisas importantes.
E as maiores frustrações?São mais fáceis de citar porque foram poucas. A primeira foi a perda da Libertadores de 1994, quando estava no banco. Fomos prejudicados no tempo normal por causa de um pênalti não marcado e demos azar do Palhinha, que foi tão importante nos anos anteriores, desperdiçar sua cobrança. Teve a final da Copa do Brasil de 2000, quando perdemos um título ganho aos 45 minutos do segundo tempo. E a derrota na final da Libertadores de 2006. Perdemos no Morumbi porque o Josué foi expulso injustamente e o Mineiro se machucou. No Beira-Rio, não tivemos força para buscar o empate. Politicamente, o Inter também foi mais competente que nós. Lembro que não pudemos usar o Ricardo Oliveira (o atacante pertencia ao Betis-ESP, que havia comprado Jorge Wagner do Inter. O meia se apresentaria após a Libertadores. O Colorado só aceitou negociar se os espanhóis não renovassem o empréstimo do Ricardo Oliveira, que não pode participar da decisão)
Até hoje, quando perco um jogo, fico com vergonha, não saio na rua"
Rogério Ceni
O que você pensa para o futuro?O futuro é o meu próximo jogo, minha próxima chance de vitória. Digo que cheguei no meu máximo, que é jogar no São Paulo e ser campeão. É o máximo que sinto de prazer de jogar futebol. Por isso, digo que cada jogo é um desafio. Pode parecer que não, mas quando perco um jogo fico com vergonha, não saio na rua. Fico constrangido, chateado.
Por isso que você pulou a placa de publicidade e evitou a imprensa após a derrota para o Fluminense, na última semana?Aprendi uma coisa no futebol. Quando você está de cabeça quente, é melhor ficar quieto. Se falar besteira, não tem volta. É um direito meu não falar. Mas não foi por falta de respeito, foi para não falar algo que certamente me arrependeria e que, com toda justiça, seria bem explorado por vocês. Estava muito p..., jogamos mal, fomos horríveis contra o Fluminense. Tivemos 20 minutos nos quais faltou vergonha. Depois corremos atrás e não conseguimos recuperar. E foram justamente esses pontos que hoje poderiam nos colocar na ponta.
Você pensa no seu futuro após dezembro de 2012? Acha que dá para continuar?Tenho contrato e vou procurar jogar em alto nível até lá. Daqui um ano, entre setembro e outubro do ano que vem, vou fazer uma avaliação para saber se posso continuar ou não. Certamente, os títulos serão fundamentais para a continuidade. Temos de ganhar algo, tenho de me sustentar em conquistar, em vencer novos campeonatos para que sirva de uma automotivação e continue fazendo o que fiz de profissão.
Rogério Ceni no treino do São Paulo (Foto: Luiz Pires / VIPCOMM)Ceni diz que vai continuar enquanto tiver prazer de treinar e defender o São Paulo (Foto: Luiz Pires / VIPCOMM)
Pelé (1.114 jogos pelo Santos) e Roberto Dinamite (1.065 pelo Vasco) estão à sua frente. É possível alcançá-los?Se jogar até o fim do ano que vem sem lesões, dará para chegar naturalmente no Roberto. Jogo, em média, 65 a 70 partidas por ano. No Pelé é impossível. Mas não é isso que me fará jogar mais ou não. Vou continuar enquanto tiver o desejo dentro de mim. Quando começar a perceber que o caminho do CT é muito longe, é porque é hora de parar.
Você se vê em outra função que não seja a de presidente do São Paulo?Gostaria de um dia, o que não vai acontecer, que o São Paulo fosse meu. Aí faria tudo de acordo com as minhas convicções. Como o time não tem dono, teria de exercer outra função, com ideias de outras pessoas. E serei questionado mesmo não implantando as minhas ideias. Por isso, tenho dúvida se teria outro cargo no São Paulo que não fosse o de comando máximo, de decisão. Não ficaria triste se não continuasse depois, porque vou sair com a sensação do dever cumprido. Se chegar esse momento, terei a função mais nobre de um são-paulino, que é torcer.
Quando eu parar, o São Paulo vai continuar grande. Isso aconteceu no passado com outros grandes craques"
Rogério Ceni
Muita gente brinca perguntando se existe futuro no São Paulo sem o Rogério Ceni.O São Paulo vai continuar grande. Isso já aconteceu no passado com grandes craques. Quando o Raí parou, todo mundo tinha essa dúvida e acho que pude contribuir um pouco. Assim como antes do Raí teve o Careca, que teve o Pedro Rocha antes, que teve o Dias, que teve o Poy. Não me acho melhor do que ninguém. Só acho que sempre fiz e faço o melhor para o São Paulo.
O título da Libertadores de 2012 seria um grande final para você?É que o tenho na cabeça. É a minha realidade, é o que mentalizo todos os dias. Primeiro temos de garantir a vaga. Depois, a diretoria precisará montar um time ainda mais forte. Para mim, a conquista de mais uma Libertadores seria como fechar com chave de ouro. Todo mundo quer parar por cima. Todo mundo quer fazer como fez o Fernando Meligeni (tenista), que teve aquela vitória sobre o Marcelo Ríos (Chile) no Pan-Americano.
Se o futuro for longe da bola, você já tem alguma ideia?
Quem sabe eu possa morar fora do país por um tempo, conhecer novos países, novas culturas. Depois que parar com o futebol, quero jogar tênis, gosto muito. É claro que, de vez em quando, vou disputar uma pelada, mas na linha. Garanto que após meu último jogo como profissional do São Paulo, nunca mais vou vestir uma luva na vida.
Rogério Ceni 2005 (Foto: AFP)

Morumbi se prepara para partida 1000 de Ceni


Palco do Morumbi (Foto: Bruno Quaresma) 
O São Paulo prepara o Morumbi para uma grande festa nesta quarta-feira. A partida contra o Atlético-MG, marcada para às 16h, será a de número mil de Rogério Ceni com a camisa do Tricolor. Além de eventos e distribuição de kits, um telão está sendo montado atrás do gol de entrada do estádio. Antes da partida, serão exibidas imagens da carreira do ídolo são-paulino.

Apesar de o clube ter divulgado que todos os ingressos se esgostaram nesta manhã, há grandes filas nas bilheterias do Morumbi. Segundo a assessoria, apenas proprietários de cadeiras cativas e sócios-torcedores ainda têm ingressos à disposição, além do setor premium.

O jogo está marcado para às 16h, mas a festa começará às 14h e o clube pede para que os torcedores cheguem com antecedência. Se conquistar a vitória diante do Galo, ao São Paulo ainda assume a liderança provisória do Campeonato Brasileiro.
Nesta terça-feira, no Morumbi, o Sampa faz sua última atividade antes do confronto. Rogério Ceni vai conceder entrevista coletiva antes de ir para o campo. Em instantes, o LANCENET! vai trazer as primeiras palavras do camisa 1.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Sem data para voltar Luís Fabiano é inscrito na Sul-Americana


UOL ESPORTE
O atacante Luis Fabiano mostrou que segue com moral no São Paulo. Mesmo sem nenhuma data marcada para a sua estreia, o jogador não só foi inscrito pelo técnico Adilson Batista como recebeu a camisa 9.
Como Luis Fabiano ainda não voltou nem a treinar no campo, o atacante deverá jogar pelo São Paulo até o fim do mês de setembro. Por isso, existe a chance de ele nem atuar na Sul-Americana se o time tricolor for eliminado.
O polivalente Ilsinho, que segue sem contrato renovado, não foi inscrito na lista inicial do São Paulo na competição - vale lembrar que Adilson ainda poderá fazer três modificações até a semifinal.
O São Paulo inicia a sua caminhada na Sul-Americana às 19h30 desta quarta-feira, no Presidente Vargas, contra o Ceará, em duelo que terá acompanhamento lance a lance do Placar UOL Esporte.
Confira a lista dos inscritos na competição:
1-      Rogério Ceni
2-      Jean
3-      Bruno Uvini
4-      Rhodolfo
5-      Wellington
6-      Juan
7-      Lucas
8-      Casemiro
9-      Luis Fabiano
10-   Rivaldo
11-   Marlos
12-   Fernandinho
13-   Xandão
14-   Cañete
15-   Denilson
16-   Cícero
17-   Henrique Miranda
18-   Rodrigo Caio
19-   Luiz Eduardo
20-   Carlinhos
21-   João Filipe
22-   Denis
23-   Piris
24-   Léo (goleiro)
25-   Dagoberto

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Bahia é goleado em São Paulo

FUTEBOLNORDESTE


Além do tabu de 15 anos do clube sem vencer o Bahia, Adilson Batista ainda perdeu Luiz Eduardo por lesão e só tinha Rhodolfo como zagueiro em campo. Mas um pênalti cobrado por Rogério Ceni, o seu centésimo gol nas contas da Fifa, fez todos os problemas serem solucionados. O técnico venceu a primeira no Morumbi como técnico do São Paulo com um 3 a 0 sobre o Bahia nesta quinta-feira.
A noite estava tão complicada que até o volante Rodrigo Caio, improvisado na defesa, teve que atuar no sacrifício. Porém, Rogério Ceni, aos 29 minutos do primeiro tempo, converteu pênalti que ele causou ao bater falta que atingiu a mão de Titi - o 102º gol dele na carreira. Aos 45, Dagoberto fez um golaço e, aos cinco da etapa final, Lucas fechou o marcador.
Piris foi expulso e o São Paulo ficou mais de 40 minutos com um a menos, mas nada atrapalhou a conquista de três pontos. O Tricolor paulista termina a 14ª rodada do Brasileiro em terceiro lugar, com 28, três pontos abaixo do Corinthians. Já o Bahia estaciona nos 15 pontos, perto da zona de rebaixamento.
O Tricolor paulista volta a campo no próximo domingo para enfrentar o Avaí, às 18h30 (de Brasília) na Ressacada, em Florianópolis. No mesmo dia e horário, a equipe de três cores de Salvador receberá o Atlético-GO no estádio de Pituaçu.
O jogo - O São Paulo que se destacou neste século por sua força defensiva teve que entrar em campo com só um zagueiro nesta quinta-feira por conta da contusão de Luiz Eduardo. A improvisação do volante Rodrigo Caio, de 17 anos, ao lado de Rhodolfo era o símbolo de uma confusão que se mostrou em campo no início da partida.
A transição de Rivaldo de armador para centroavante ficou impossível porque o volante Fabinho, ex-Corinthians, Santos e Cruzeiro, marcava o veterano individualmente. Se a bola não passava da intermediária ofensiva são-paulina sem alguém para iniciar a troca de passes, o Bahia tratou de levá-la para a defesa dos mandantes.
Com inversões de jogo e rápidos passes, os visitantes chegaram a colocar o Tricolor paulista com seus 11 jogadores no campo de defesa. Tudo pareceu piorar quando Rodrigo Caio sentiu dores no joelho esquerdo e teve que deixar o campo duas vezes para ser atendido. Rogério Ceni foi até Adilson Batista para perguntar o que fazer, mas o garoto continuou no sacrifício.
Sem conseguir encaixar nenhum estilo dominante, já que só uma troca de passes tinha dado certo em lançamento de Lucas para Piris cruzar e Dagoberto levar perigo, o time mandante passou a desistir de chegar até a área adversária. Arriscando de longe com Dagoberto e Lucas, os anfitriões empurraram os nordestinos para o seu campo.
O diferencial para a vitória, entretanto, estava em seu gol. Aos 28 minutos, Juan ignorou as vaias da torcida e iniciou com um chapéu uma arrancada que virou falta perto da meia-lua. Rogério Ceni foi cobrar e a bola ficou na mão do zagueiro Titi, que estava na barreira. Penalti que o capitão são-paulino cobrou com categoria, no ângulo esquerdo, para marcar o seu centésimo gol nas contas da Fifa - o 102º da carreira do ídolo.
Balançar as redes era o que os paulistas precisavam. Para segurar a correria baiana, os comandados de Adilson Batista até abusaram da posse da bola, chegando a ficar um minuto trocando passes até uma finalização perigosa de Dagoberto. Os visitantes só conseguiram assustar quando pediram pênalti por bola que bateu na mão de Rodrigo Caio.
A válvula de escape de René Simões era Jobson, que até conseguiu uma sequência de dribles que virou falta perigosa no bico da grande área são-paulina. Mas seus colegas bateram mal e quem se aproveitou foi Dagoberto, que venceu dividida no campo de defesa com Ávine e arrancou até a meia-lua para fazer um golaço, encobrindo Marcelo Lomba aos 45 minutos do primeiro tempo.
Disposto a pontuar no Morumbi, o Bahia voltou com o veterano meia Ricardinho, que conseguiu segurar a bola no ataque do time e comandar uma pequena pressão dos visitantes. Mas tudo foi perdido quando o próprio Ricardinho recuou para Titi e o zagueiro vacilou, sendo desarmado por Lucas, que caminhou livre até a área apenas com a preocupação de bater na hora certa no canto direito de Marcelo Lomba para fazer 3 a 0 aos cinco minutos.
Mesmo sem dominar, o São Paulo soube se aproveitar da tranquilidade que o gol de Rogério Ceni deu. O Bahia podia sonhar somente quando a bola chegava a Jobson, e o atacante até conseguiu ajudar causando a expulsão de Piris aos dez minutos do segundo tempo, por falta que valeu o seu segundo cartão amarelo na partida.
As arrancadas do polêmico camisa 11 do Tricolor de Salvador, entretanto, eram insuficientes para uma surpresa no Morumbi. Com um a menos, Wellington improvisado na lateral direita e o também deslocado Rodrigo Caio com dores, o São Paulo teve maturidade o suficiente para deixar os baianos se desesperarem.
Para confirmar sua atuação decisiva, Rogério Ceni ainda fez excelente defesa em cabeçada de Lulinha e evitou um frango em chute de Jobson. Com a confiança que passou ao time quando cobrou o pênalti que abriu o placar no primeiro tempo. A primeira vitória do clube no Morumbi com Adilson Batista estava garantida.
FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 3 X 0 BAHIA

Local: estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 4 de agosto de 2011, quinta-feira
Horário: 21 horas
Público: 11.262 pagantes
Renda: R$ 253.847,00
Árbitro: Marcio Chagas da Silva (RS)
Assistentes: Marcelo Bertanha Barison e Jose Chaves Franco Filho (ambos do RS)
Cartões amarelos: Paulo Miranda, Fahel, Marcos e Lulinha (Bahia)
Cartão vermelho: Piris (São Paulo)

Gols: 
SÃO PAULO: Rogério Ceni (pênalti), aos 29, e Dagoberto, aos 45 minutos do primeiro tempo; Lucas, aos cinco minutos do segundo tempo

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Piris, Rodrigo Caio, Rhodolfo e Juan; Denilson, Carlinhos Paraíba (Cícero), Wellington e Rivaldo (Ilsinho); Lucas e Dagoberto (Fernandinho)
Técnico: Adilson Batista

BAHIA: Marcelo Lomba; Marcos, Titi, Paulo Miranda e Ávine (Gabriel); Fahel, Fabinho, Diones (Ricardinho) e Lulinha; Jobson e Reinaldo (Junior)
Técnico: René Simões

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Confiante, São Paulo já define Adilson como "o cara que faltava"

GAZETA


Adilson Batista precisou de duas semanas de treino e dois jogos para o São Paulo, na opinião dos próprios jogadores, conseguir inserir o que faltava com Paulo César Carpegiani: confiança. Se o treinador anterior caiu após vencer as cinco primeiras no Brasileiro e perder três consecutivas na sequência, seu sucessor já conquista os comandados com um empate e uma vitória por ter mais diálogo.
"Estávamos precisando de um cara assim, para levantar a nossa confiança. A qualidade do grupo é grande, tem muito que tirar dele ainda. Com certeza, se confiamos em nós mesmos e o treinador também, é bom", relatou Carlinhos Paraíba, destacando principalmente a comunicação que o chefe tem estabelecido.
"Ele prioriza sempre conversar com os jogadores. Antes da partida, na maioria das vezes nos chama individualmente e dá a confiança que o jogador precisa. É uma grande qualidade que ele tem e que vai nos ajudar", apostou o meio-campista, titular com os dois comandantes.
O bate-papo continuará sendo utilizado pelo comandante. Nesta sexta-feira, já está programada para antes do treino da tarde uma reunião para ver vídeos com os lances da vitória por 4 a 3 sobre o Coritiba - a sessão deve durar cerca de meia hora. O mesmo ocorreu na última segunda-feira, quando o elenco se reapresentou depois de empatar por 2 a 2 com o Atlético-GO na estreia do técnico, em casa.
Além do recurso, Adilson tem agradado pela atenção aos reservas. Nessa quinta-feira, por exemplo, comandou um coletivo em campo reduzido sem nenhum titular como se fosse o último antes da partida de domingo, contra o Vasco, no Morumbi. Deu bronca e orientou, acompanhando os atletas o tempo todo. "Ele conta com todos, principalmente com quem não vem jogando", elogiou Carlinhos Paraíba.
A empatia até o momento é tanta que o meio-campista, que deixou de ser um encostado no elenco graças à confiança que recebeu de Carpegiani após ser emprestado ao Goiás e dispensado, não gosta de ouvir reclamações pelos cinco gols sofridos em dois jogos do chefe à frente do Tricolor.
"O Adilson tem dois jogos. Está buscando a melhor forma possível para que não venha tomar muitos gols. Durante o campeonato, vamos acertar. Independentemente dos três gols, temos sempre que ressaltar a vitória", pediu o camisa 20.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Rivaldo volta a sorrir no São Paulo

Portal IG                                                                                       



Depois de um período de turbulência e poucos motivos para ficar animado, o meio-campista
 Rivaldo voltou a sorrir no São Paulo. Titular no último sábado, quando a equipe bateu o Cruzeiro, o experiente camisa 10 poderá ser escalado desde o início no duelo do próximo domingo, contra o Internacional, no Beira-Rio. O meia sabe que agora a sua responsabilidade cresce dentro do elenco.

"Estou preparado. Prefiro assim do que do jeito que estava. Eu não podia fazer nada, não tem como mostrar o que você sabe. Eu entrava poucos minutos e não dava para fazer nada. Agora eu assumo a responsabilidade e vou assumir a minha parte. São coisas do futebol. Prefiro jogar com essa responsabilidade", disse Rivaldo, lamentando o período de ostracismo que viveu sob o comando do demitido técnico Paulo César Carpegiani.

"É como se eu fosse um garoto agora, porque adoro jogar futebol. O que eu passei, por toda minha história, é difícil. Fiquei cinco meses sem jogar no São Paulo, chegava triste em casa sabendo que poderia fazer algo para ajudar o São Paulo e não ter feito isso. Não ficava triste por ele (Carpegiani), ficava triste por não estar jogando. Me sentia triste por mim, porque queria uma oportunidade de jogar. Principalmente nas derrotas, quando eu não podia ajudar o time", revelou o atleta.
Sereno e bem tranquilo, Rivaldo deixou claro que, se fosse um jogador mais irritado, as coisas poderiam terminar de uma maneira diferente dentro do clube. "Se eu fosse um jogador polêmico, já poderia ter acontecido coisas ruins, poderia ter chutado o balde e isso poderia ser prejudicial para mim e para o São Paulo. Mas sempre procurei trabalhar para ter minha oportunidade", comentou.
Depois do momento de tristeza, o camisa 10 disse que agora está feliz no São Paulo e espera sempre poder atuar os 90 minutos, mas já admite que poderá pedir uma folga quando o time começar a jogar três vezes por semana.
"Estou feliz em voltar a jogar, entrar como titular. Temos que pensar no próximo, entrar no ritmo de jogo o mais rápido possível, então espero jogar bem no domingo. Como eu sempre falei, se eu treino é para jogar os 90 minutos. Quando começar aquela maratona de jogos de domingo e quarta, vou conversar, mas no momento estou tranquilo. Depois a gente vê", disse.
Apesar de estar com a moral alta dentro do grupo e com o treinador interino Milton Cruz, Rivaldo terá forte concorrência no meio de campo nas próximas semanas. Isso porque o jovem Lucas voltará da seleção brasileira e o recém-contratado Cícero segue treinando para estrear o mais rápido possível. Além disso, a diretoria são-paulina está prestes a anunciar a contratação do argentino Marcelo Cañete, de 21 anos.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Novo técnico do Sampa sai até sexta.

Marcelo Prado/São Paulo                                                                                                                        


A cúpula da diretoria do São Paulo faz, na tarde desta terça-feira, no CT da Barra Funda, a primeira reunião para discutir o futuro treinador da equipe. O presidente Juvenal Juvêncio, o vice João Paulo de Jesus Lopes e o diretor de futebol, Adalberto Baptista, se reúnem para tentar chegar a um consenso sobre o substituto de Paulo César Carpegiani, demitido na semana passada.
- Vamos definir até sexta-feira - disse Jesus Lopes, por telefone.
Independentemente da escolha, o auxiliar técnico Milton Cruz comandará o São Paulo no jogo contra o Internacional, domingo, em Porto Alegre. O grupo está "fechado com ele", segundo o zagueiro Rhodolfo.

- Eu penso de uma maneira, o Juvenal pensa de outra, e o Adalberto, de outra. É por isso que vamos fazer a reunião para tentarmos chegar a um nome de consenso - disse Jesus Lopes.


- O novo técnico pode até viajar com a delegação, mas o Milton conhece bem o time e seria melhor ele comandar a equipe contra o Inter - explicou o dirigente tricolor.


São seis nomes na lista tricolor: Paulo Autuori (está no Al-Rayyan, do Qatar), Dorival Júnior (está no Atlético-MG e tem multa de R$ 2 milhões para sair), Cuca (está parado desde que saiu do Cruzeiro), Celso Roth (parado desse que saiu do Intenacional), Dunga (parado desde que deixou a Seleção Brasileira após a Copa do Mundo) e Adílson Batista (demitido recentemente do Atlético-PR). Autuori é o mais cotado.

domingo, 19 de junho de 2011

Rogério pega pênalti e salva tarde do São Paulo com belas defesas

O São Paulo entrou em campo na tarde deste domingo com oito jogadores formados na sua base, e foi o mais antigo deles que liderou a equipe para a quinta vitória consecutiva no Campeonato Brasileiro. Com direito a defesa de pênalti, Rogério Ceni fechou o gol e deixou os atletas de linha tranquilos para marcarem os dois da vitória tricolor por 2 a 0. Os artilheiros foram Marlos e Lucas.
Com o resultado, o Tricolor concretiza o melhor início de um clube na história do torneio, adquirindo cinco vitórias em cinco jogos. O time ainda abriu quatro pontos para o vice-líder, posto agora ocupado pelo Palmeiras. Já o Ceará fica em má situação, somando apenas quatro pontos, e pode entrar na zona de rebaixamento em caso de vitória do Coritiba.
Na próxima rodada, o Vozão encara o Palmeiras, novamente em casa, enquanto os são-paulinos tem um teste de fogo contra o Corinthians, no Pacaembu.
O Jogo - O Ceará iniciou a partida com tudo, não deixando o São Paulo respirar. Os lances, porém, não chegaram a dar muito trabalho para Rogério Ceni. A primeira chegada com real perigo para o goleiro tricolor foi com Osvaldo, aos 13 minutos. Ele recebeu de Thiago Humberto e bateu cruzado para boa defesa do arqueiro.
Aos 19, os visitantes quase surpreenderam. Sem aparecer muito, Lucas cruzou para cabeçada de Casemiro, que parou em bela defesa de Fernando Henrique. Na sequência, Osvaldo puxou contra-ataque e foi derrubado por Xandão dentro da área. Pênalti, que o próprio atacante bateu e, mais uma vez, parou em bela defesa de Rogério.
Depois do lance, o ritmo da partida diminuiu. O Vozão passou a arriscar da entrada área e não manteve a mesma pegada na marcação. Assim, inflamados pela boa partida de Rogério, os garotos são-paulinos começaram a mostrar futebol. E não precisaram de muito para abrir o placar.
Em jogada trabalhada desde o meio-campo, Wellington achou Marlos na esquerda. O atacante ganhou no corpo do zagueiro, girou, limpou para o pé esquerdo e bateu rasteiro, sem chances para Fernando Henrique, fazendo 1 a 0, aos 34 do primeiro tempo. Com a vantagem, os visitantes seguiram no mesmo ritmo, cozinhando o duelo até o intervalo.
Já no segundo tempo, um Ceará ligado veio pra cima do São Paulo. Com três minutos, Diego Macedo desceu livre pela direita e tocou para o meio. Iarley desviou fraco, Xandão afastou e o próprio Iarley brigou pela bola com Rogério. Ela sobrou para Thiago Humberto, que, sem goleiro, chutou e foi travado por Jean.
Após o lance, Paulo César Carpegiani tirou Marlos e colocou Bruno Uvini, para acertar a defesa. Mesmo assim, o Vozão seguiu em cima, e Osvaldo perdeu mais dois gols, em outras boas defesas de Rogério. Enquanto isso, Henrique, isolado na frente, tentava as jogadas e dava certo trabalho para Fernando Henrique.
O golpe fatal tricolor veio, então, após o atacante brigar com o zagueiro e ela ficar com Lucas, sumido até então. O garoto limpou o zagueiro, driblou o goleiro e tocou para o fundo das redes, marcando o segundo.
Mesmo com o 2 a 0, Rogério seguiu fazendo belas defesa. Aos 28, ele foi buscar no ângulo grande chute de Diguinho. O ímpeto, porém, não era mais o mesmo. Assim, o time tricolor apenas administrou a vantagem, e segurou a campanha 100% no Brasileiro.