Foi exatamente como o técnico Roberto Fernandes previu. O Náutico não jogou bonito, teve que se superar e conquistou a vitória mínima sobre o Icasa, 1 x 0, nos Aflitos, mas que teve valor inestimável. Foi um passo importante na luta para evitar o rebaixamento à Série C. Independente dos resultados dos outros times, o Timbu derrotou um adversário direto e ganhou uma motivação extra para, na terça-feira, novamente em casa, fazer uma nova final de campeonato, desta vez contra a Ponte Preta. Agora, nas contas alvirrubra, a equipe só precisa de mais uma vitória e um empate para se garantir na Série B 2011.
Desde o início do jogo, ficou muito claro que se dependesse da qualidade técnica o Náutico não iria conseguir superar o igualmente fraco Icasa. O Timbu teria que jogar na base da superação para arrancar a vitória de que tanto precisava. E foi assim durante toda a primeira etapa. Confuso, o time alvirrubro tinha dificuldade na armação das jogadas e sofria com isso porque não tinha uma válvula de escape pelas laterais, já que Jeff Silva e o estreante Cacá, apesar da vontade, não conseguiam sair jogando.
Assim, o Náutico teve mais posse de bola que o Icasa e até exerceu uma pressão, mas sem efetividade. Com a necessidade da vitória, a equipe parecia intranquila em campo, o que piorava com o passar do tempo, quando a torcida começava a pressionar.
O alívio veio já no final da primeira etapa, aos 43 minutos, de bola parada. Jeff Silva cobrou escanteio da direita e Wálter subiu alto para cabecear. Era tudo o que o Timbu precisava para se acalmar e tentar levar o jogo com mais tranquilidade na segunda etapa.
Não foi o que aconteceu. No segundo tempo, o Náutico iniciou visivelmente nervoso. Até teve a chance de ficar tranquilo novamente aos dez minutos. Após contra-ataque, Cristiano fez jogada individual e entrou na área, sendo derrubado por Luiz Gustavo. Pênalti, que Bruno Meneghel bateu mal e perdeu.
Sem a tranquilidade necessária, o Náutico se fechou atrás e acabou deixando o Icasa crescer na partida. Depois do pênalti desperdiçado, o time cearense dominou as ações do jogo. Pressionou bastante o Timbu, que teve no goleiro Bruno uma figura segura. Ele fez duas defesas importantes evitando o gol do adversário.
Fechado atrás, o técnico Roberto Fernandes fez a opção colocar jogadores de velocidade para puxar os contra-ataques. O nervosismo, no entanto, era tão grande que nem essas jogadas conseguiam ser armadas, uma vez que a primeira opção dos defensores alvirrubros era o chutão em vez do toque de bola. Na base da superação, o Timbu conseguiu segurar a pressão do adversário, segurando o resultado até o final.
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