Dez jogos fora de casa, dez derrotas. Um desempenho para ficar na história do Náutico. Longe dos Aflitos, o Timbu é presa fácil para os adversários. Na verdade, desse time é difícil esperar qualquer coisa positiva. Em mais uma claríssima mostra de falta de qualidade do elenco, o Alvirrubro foi derrotado por 2 x 0 pelo ASA, no estádio Coaracy Fonseca, em Arapiraca. A rodada só está começando, mas a equipe de Rosa e Silva já perde uma posição, para o adversário de ontem. Agora está em 12° lugar, com 34 pontos. Pode ser cedo para falar. Ou não. Mas a Série C está perto. Ontem, até os 20 minutos, o Náutico fazia uma partida controlada. Os laterais estavam bem no apoio e notou-se uma considerável melhora na saída de bola, mas o ataque não cooperou. A dupla Max e Geílson, estática lá na frente, não ajudava. Assim, o Timbu chegou a criar algumas chances, mas ninguém conseguiu aproveitar nem os cruzamentos, nem as bolas enfiadas. Enquanto isso, o ASA/AL não estava alheio ao jogo. Pelo contrário. O técnico Vica armou um time ofensivo, com um quarteto formado por Didira, Luís Mário, Ciel e Sylvestre. Veloz, a equipe incomodava, principalmente porque a marcação do Náutico dava muito espaço, embora contasse com três volantes no meio-campo. E dentro dessa proposta ofensiva, após os 20 minutos, a partida já era toda do ASA. O Timbu diminuiu o apoio pelas laterais e passou a errar passes demais no meio-campo. Não tardou para o time da casa transformar a superioridade em gol. Claro, com uma ajuda da zaga alvirrubra. Aos 22, Luís Mário cruzou da direita e Ciel, com dois jogadores do Náutico olhando - Wálter e Wilton Goiano - cabeceou sozinho para abrir o placar. Perdido em campo, o Timbu deu mostras de que o momento é de total descontrole psicológico. Aos 27, Nilson, que voltava a ganhar uma chance no time principal, deu um carrinho desnecessário no meio de campo. Pegou a bola, mas o juiz Elmo Rezende entendeu que o lance era para expulsão. Foi o 13° cartão vermelho mostrado a um jogador do Náutico no campeonato. Por sorte, embora tenha exercido forte pressão, a equipe alagoana não ampliou o marcador ainda no primeiro tempo. A conversa no vestiário fez com que o Náutico voltasse para a segunda etapa mais estabilizado e organizado taticamente. Mesmo com um a menos, o Timbu equilibrou a partida, passando até mais tempo no campo ofensivo do adversário. Isso, no entanto, não significou oportunidades de gol. Nem a entrada do rápido Thiaguinho no lugar do paradão Max surtiu efeito. Geílson, também não ajuda, parece jogar com má vontade. À frente do marcador, o ASA fez o seu papel. Aproveitando a sua principal característica, a velocidade, o time da casa esperava para sair nos contra-ataques. E dessa maneira foi sempre mais perigoso que o Náutico. Aos 27 veio a prova disso. Em jogada pela esquerda, Cleiton tocou para João Victor, dentro da área, finalizou para o gol e fazer 2 x 0. Sem forças para reagir, o Náutico passou o resto do jogo correndo atrás do ASA. Tocava a bola, tentava um ou outro lance, mas nada. O time da casa girava a bola e chegava rapidamente à área alvirrubra. Não ampliou o placar por preciosismo. Sorte do Timbu, que passou de ser humilhado em Arapiraca.
ASA/AL Jorge Miguel; Marcos Tamandaré, Everton, Plínio e João Victor; Audálio, Márcio Carioca, Luís Mário (Medina) e Didira (Anderson); Sylvestre (Cleiton) e Ciel. Técnico: Vica.
Náutico Bruno; Wilton Goiano, Wálter, Wescley e Jeff Silva; Márcio Tinga (César Prates), Nilson, Ramirez e Giovanni; Max (Thiaguinho) e Geílson (Joelson). Técnico: Roberto Fernandes
Local: estádio Coaracy Fonseca (Arapiraca/AL). Árbitro: Elmo Alves Rezende (GO). Assistentes: Fabrício Vilarinho da Silva e Cristhian Passos Sorence (GO). Gols: Ciel (aos 22 minutos do 1°T) João Victor (aos 27 minutos do 2°T). Cartões Amarelos: Geílson, Bruno, Wescley (N), Marcos Tamandaré e Márcio carioca (A). Cartão Vermelho: Nilson (N) e Plínio (A). Público: 5.640. Renda: não divulgada
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